DE COISAS QUE APRENDI COM ELIS
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Sobre o evento
Isabela Morais apresenta o show “De Coisas que Aprendi com Elis” no Teatro do SESIMINAS
Cantora revisita força interpretativa e política de Elis Regina em espetáculo que une samba, jazz e Clube da Esquina; com direção de Thiago Delegado, show acontece no dia 22 de novembro
A cantora mineira Isabela Morais sobe novamente ao palco do Teatro do SESIMINAS no dia 22 de novembro para apresentar o espetáculo “De Coisas que Aprendi com Elis”, tributo dedicado à obra e ao legado de Elis Regina. O projeto conta com direção musical do violonista e arranjador Thiago Delegado, um dos principais nomes da cena instrumental mineira contemporânea.
Em cartaz desde 2018, o show ganha agora uma nova formação e uma sonoridade ainda mais marcada pela linguagem do samba-jazz, sem renunciar à dramaticidade, à intensidade e à diversidade estética que fizeram de Elis uma das maiores intérpretes da música brasileira. No repertório, clássicos como “Como Nossos Pais”, “Águas de Março” e “O Bêbado e a Equilibrista” convivem com sambas, canções do Clube da Esquina e músicas que atravessam diferentes fases da trajetória da artista gaúcha.
Mais do que revisitar sucessos, “De Coisas que Aprendi com Elis” propõe uma imersão na potência interpretativa de Elis Regina e em sua capacidade de traduzir o Brasil por meio da canção. “Elis se doava completamente ao que cantava. E é isso que eu busco fazer. Me doar a cada uma das canções do show”, afirma Isabela Morais.
Originalidade interpretativa
Conhecida pelo trânsito entre diferentes linguagens, Isabela incorpora ao espetáculo a própria multiplicidade artística de Elis. “Essa versatilidade vai para o palco quando tento abranger a própria versatilidade da Elis, que transitou muito bem entre diferentes estilos, desde os boleros e sambas-canções rasgados até uma boa dose de psicodelia presente principalmente no show ‘Transversal do Tempo’”, explica a cantora.
A artista destaca ainda que a proposta não é reproduzir trejeitos ou criar uma interpretação caricata da homenageada. “Aprendi a cantar e a interpretar com a força do canto. Mais tarde vieram os gestos e expressões corporais, mas percebi que eles eram consequência da potência interpretativa e não peças performáticas vazias. Canto com minha voz e procuro dar intenções parecidas com as de Elis, mas sem imitá-la”, pontua.
A nova turnê marca também uma aproximação definitiva de Isabela com a cena musical belo-horizontina. Depois de sete anos vivendo na capital mineira, a cantora reúne pela primeira vez um time inteiramente formado por músicos da cidade. Ao lado de Thiago Delegado, participam do espetáculo Aloizio Horta, no baixo, Carioca, na bateria, e Gabruga, no piano.
“O ineditismo dessa turnê é justamente o trabalho com músicos de Belo Horizonte. A experiência e excelência do Thiago e dos demais músicos enriquecem o show com a pegada jazz e deixam o samba, que já era importante no projeto, ainda mais marcante”, diz Isabela.
Parceria frutífera
Thiago Delegado destaca que o encontro artístico com Isabela aconteceu de maneira espontânea, durante participações da cantora em apresentações realizadas na capital mineira. “Foi muito impactante vê-la cantando o repertório da Elis. A Isabela é uma cantora virtuosa, muito firme e bem resolvida na interpretação dessas canções”, afirma o músico.
Segundo Delegado, a direção musical parte de referências clássicas associadas à obra de Elis Regina, especialmente dos arranjos concebidos por César Camargo Mariano, parceiro fundamental na construção sonora da cantora nas décadas de 1970 e 1980. “A ideia é partir desses grandes arranjos e construir algo em cima disso, preservando essa força musical e deixando a Isabela brilhar com sua interpretação”, explica.
O espetáculo dedica ainda um momento especial ao Milton Nascimento e ao Clube da Esquina, movimento com o qual Elis manteve forte ligação ao longo da carreira. Em Belo Horizonte, o bloco ganha contornos ainda mais simbólicos. “Vai ser a primeira vez que o projeto se apresenta depois da morte do Lô Borges e é fundamental homenageá-lo”, finaliza.
Sobre Isabela Morais
Natural de Três Pontas (MG), Isabela Morais é cantora, compositora, produtora cultural e mestra em Ciências Sociais. Sua trajetória passa pela MPB, com a banda Marginália, e pelo rock, com a Ummagumma - The Brazilian Pink Floyd, famoso tributo à banda inglesa. Participou da turnê do disco “E a gente sonhando”, de Milton Nascimento. Desde 2018, produz o show "De Coisas Que Aprendi Com Elis", em que canta músicas do repertório da cantora gaúcha. A versatilidade está na essência do trabalho de Isabela Morais, como pode-se notar em seu primeiro álbum autoral, "Do Absurdo", lançado em 2020.
LIMITAÇÃO: O benefício é limitado a 40% do total de ingressos disponíveis por evento.
EXCETO PARA MEIA IDOSO (legislação específica do Estatuto do Idoso Lei Federal nº 10.741/2003)
CAPACIDADE DO TEATRO: 544 LUGARES
RESERVADOS PARA MEIA ENTRADA: 218 LUGARES
QUEM TEM DIREITO (Lei Federal 12.933/2013):
Estudantes: Matriculados na educação infantil, fundamental, médio, técnico ou superior.
Idosos: Pessoas com 60 anos ou mais.
Pessoas com Deficiência (PcD): Incluindo um acompanhante, quando necessário.
Jovens de Baixa Renda: Idade entre 15 e 29 anos, inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e com renda familiar de até dois salários mínimos.
COMO COMPROVAR:
Estudantes: Carteira de Identificação Estudantil (CIE), emitida por UNE, UBES, ANPG, ou entidades autorizadas, com QR Code.
Idosos: Documento oficial com foto que comprove a idade.
PcD: Cartão de Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou laudo médico.
Jovens de Baixa Renda: Carteira Identidade Jovem (ID Jovem).
BENEFÍCIOS EXCLUSIVOS SESI CULTURA MG:
Industriários: Trabalhadores da indústria em geral e associados aos sindicatos patronais da FIEMG.
Sistema FIEMG: Funcionários do Sistema FIEMG, alunos da Escola SESI e ou SENAI e associados do Clube SESI.
COMO COMPROVAR:
Industriários: Crachá da indústria, holerite, ou carteira de trabalho.
Sistema FIEMG: Crachá, carteirinha da Escola SESI ou SENAI e carteirinha do Clube SESI.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Legislação Estadual/Municipal: Alguns estados e municípios podem ter leis específicas que estendem o benefício (ex: professores em SC, ou menores de 21 anos em locais específicos).
Em Minas Gerais e em Uberaba não existe legislação neste formato, portanto só tem direito e benefício os listados acima.








